Demorou, mas subi.
O mundo Pop de Jesus
Jesus ama videogames, música, filmes e violência gratuita. Duvida?
sábado, 31 de julho de 2010
Jesuscast 003 - Starcraft 2 e o rebuliço em um shopping paulistano
Demorou, mas subi.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Lançamento de Starcraft 2

Meus queridos Jesuslovers!
Na virada de ontem para hoje (precisamente às zero horas e zero minutos de 27/07) ocorreu na livraria Saraiva do Morumbi Shopping o lançamento mundial e simultâneo de Starcraft 2. No evento gente do meio, profissionais, jornalistas e muitos, MUITOS fãs da série. Afinal uma espera de 12 anos não é coisa pra deixar passar batido.
Entre os destaques da noite, estavam presentes também Steve Huot (diretor da Blizzard da América Latina), Fausto de Martini (Diretor de Arte de SC2) e a querida amiga, apresentadora, jornalista, editora, moderna, engraçada e bebedora compulsiva de Coca-Cola, Flávia Gasi.
A rasgação de seda não é gratuita. Flávia comandou o evento com maestria de uma mestre de cerimônias extremamente experiente, que distribuiu prêmios exclusivos para a molecada. E não eram prêmios mixurucas não senhores, alguns tinham até valor inestimável, como a arte original de Joe Madureira de edição limitada que este que vos escreve ganhou por imitar um Overlord na frente de mais de seis centenas de ávidos fãs de Starcraft 2.
E os micos não pararam por aí, teve até marmanjo dançando que nem elfinha do WoW em troca de souvenires da Blizzard!
Outro querido amigo (entre tantos) que vagava pelo recinto era Humberto Martinez (Editor das Revistas Dicas & Truques para PlayStation, OLD! Gamer e do site Gameblog).
Humberto estava entretido com sua máquina de fotografar e entre um resmungo e outro dizia: M@#$! Tenho ainda que entrevistar uma porção de gente pro blog!
Foi quando ele olhou para o lado, me entregou a câmera, o gravador e disse carinhosamente:” Tó, faz você, Jesus!”
Com um convite tão educado eu não poderia dizer que não, e lá fui eu correr atrás das celebridades do evento.
Entre livros, DVDs e novecentas cópias de Starcraft 2 encontrei alguns figurões da Blizzard e uma entrevista bem incomum. Acompanhe as entrevistas pelos links abaixo!
Entrevista com Fausto de Martini
Entrevista com o último cara da fila ENORME de SC2 (coitado!)
Abraços jesuísticos e até amanhã no Jesuscast 003!
Video do evento encontrado no YouTube, confira!
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Jesuscast 002 - Survival Horror
O Túmulo dos Vagalumes
“21 de setembro de 1945, essa foi a noite em que eu morri”...
...ou: o filme mais deprimente, triste e lindo que assisti.
Eu nunca fui desses caras que dão uma de durão (tá, talvez na adolescência). Desses tipos que dizem que homem não chora e que demonstrar sentimento é coisa de “mulherzinha”, mas conheço algumas pessoas que afirmam categoricamente: “Eu não choro em filmes”, “Isso é só ficção, fórmula para fazer tonto chorar”. Pois é, pra essas pessoas eu sempre recomendo um filme. Uma animação, na verdade: O Túmulo dos Vagalumes (火垂るの墓 - Hotaru no Haka), de 1988.
Não sou fã de anime, na verdade, eu detesto desenhos com pessoas de cabelo colorido onde todas as personagens femininas têm a voz de uma criança retardada de 4 anos de idade. Isso sem contar a apelação sexual que existe no mercado de animação japonesa atualmente (Yaoi e Yuri), sério mesmo, é por isso que a juventude está indo ladeira abaixo.
Mas existem obras que não merecem ser classificadas com rótulos simples como anime, mangá, quadrinhos, cinema etc. São obras no sentido literal da palavra. O Túmulo dos Vagalumes entra nesse rol, ao lado de Akira (Katsuhiro Otomo), Astroboy (Osamu Tezuka) e Hokuto no Ken (Buronson/Tetsuo Hara).
Tragédia
Por definição, tragédia é basicamente uma história com final triste, trágico. Aristotelicamente é algo bem mais complexo. No ocidente a maioria das tragédias começam pelo final, no momento catártico, e a história prossegue contando os fatos que levaram as personagens até o clímax trágico. E o ciclo se completa.
O Túmulo dos Vagalumes é um exemplo clássico de tragédia ocidental, onde já sabemos o final e mesmo assim nos vemos presos por uma força estranha, um nó na garganta, que nos faz sofrer junto com as personagens e nos sentirmos totalmente ligados à história.
Ambientação
A história ocorre na Segunda Grande Guerra, no Japão. E conta a vida breve de duas crianças, Seita (um pré-adolescente de onze anos), e sua irmã menor Setsuko, uma doce menina que idolatra o irmão como um verdadeiro herói.
Com um pai oficial do exército e uma mãe tipicamente dona de casa japonesa, os irmãos têm uma vida feliz, com fartura provida pelo soldo do patriarca. Até que a guerra eclode e todos os oficiais das forças armadas são convocados para o front. Após um bom tempo sem ter notícias do pai, Seita ainda acredita que ele vai voltar e mesmo com os constantes ataques norte-americanos ao Japão tem esperança que sua família fique unida novamente. E é aí que a crueza e realidade da animação fisgam o espectador. Fatos históricos se misturam com a ficção de forma perfeita, como quando ocorre o ataque à Kobe em 1945 por bombas incendiárias americanas, incidente que matou quase nove mil japoneses e destruiu 21% da área urbana da cidade natal de Setsuko e Seita.
[CONTÉM SPOILERS, SIGA POR CONTA E RISCO]
Com esse ataque, as crianças fogem para longe do alvo americano, mas deixam a mãe para trás, para que ela possa se refugiar em um abrigo anti-bombas. Ela não consegue. É atingida pelo bombardeio e com o corpo todo queimado não resiste e morre pouco tempo depois.
[Acabou o Spoiler]
A trajetória dos irmãos segue em um sofrimento sem fim e culmina em um dos finais mais tristes que eu já vi em toda a minha vida.
É de fazer marmanjo chorar que nem criança.
A Produção
Hoturo no Haka foi produzido pelo Studio Ghibli, que ficou famoso por seu criador Hayao Miyazaki e por obras como Meu Vizinho Totoro, A Viagem de Chihiro, entre outros títulos. Mas ao contrário do que muita gente pensa, o filme não foi dirigido por Miyazaki, e sim por Isao Takahata, amigo pessoal de Hayo que o acompanhou desde o início da carreira. De fato, O Túmulo dos Vagalumes foi lançado junto com Meu Vizinho Totoro em 16 de abril de 1988, e o público podia assistir os dois longas na sala de cinema. A discrepância entre as duas obras era tamanha que muitos saíam da sessão na metade do segundo filme por não conseguirem digerir uma animação com uma história tão visceral e triste.
Convenhamos que depois de assistir Totoro, um desenho tão mágico, lúdico e “fofinho”, fica mesmo difícil uma dose de realidade tão crua como a história de Seita e Setsuko.
A trilha sonora ficou por conta de Michio Mamiya, que também compôs para vários outros filmes do Studio Ghibli, como The Little Norse Prince (Horusu no Daiboken – Hols: Prince of the Sun). Por vezes, é possível esquecer que estamos assistindo um desenho, e muito disso se deve à música contida na fita.
Apesar da localização do áudio para a língua inglesa ter sido muito bem feita, experimente assistir com o som original. Pode parecer piegas, mas a interpretação em japonês é muito mais emotiva e sincera.
Foi filmada uma versão live-action em 2005, com mais de duas horas de duração em comemoração aos sessenta anos do final da Segunda Guerra Mundial. Basicamente é a mesma história do anime, sobre as duas crianças tentando sobreviver aos últimos dias de guerra, só que nesta versão ainda temos o ponto de vista de uma prima de Setsuko e Seita. Existe ainda uma segunda versão live-action lançada em 5 de julho de 2008.
Existe muito a ser dito sobre esta obra-prima de Isao Takahara, porém estragaria a surpresa e as lágrimas mais sinceras que você irá derramar durante toda a sua existência. Assista, reflita os horrores da guerra. A podridão do ser humano e o quanto somos pequenos perante o todo.
Emocionante.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
10 coisa que você aprendeu com Metal Gear (ou não!)

Uma caixa de papelão até pode esconder um espião internacional... em uma fábrica de caixas de papelão. Snake abusa da sorte quando fica andando dentro daquelas caixas marrons. Em Metal Gear 4 o time de Kojima até tentou mudar o esconderijo predileto do agente por um barril de metal, que inclusive era muito mais funcional, já que dava para realizar um strike de soldados inimigos. Além disso, ninguém nunca se perguntou como a caixa não ficava molhada na neve ou na chuva?
02 – Usar sons e revistas para chamar a atenção? Defender tiros com uma espada?
Em todo filme de ação é a mesma coisa. Não tem clichê pior do que jogar uma “pedrinha” para chamar a atenção do inimigo. Se isso já não funciona tão bem na sétima arte, imaginem só dar soquinhos na parede e dar a volta por trás de uma estrutura qualquer e não ser visto? Deixar uma “isca” (revista de mulher pelada) também não vai atrair a atenção do soldado a ponto dele esquecer o mundo. Ou seja, não tentem fazer isso em uma situação de perigo real. E se atirarem contra você então, nada de tentar defender as balas usando uma espada, ok? Isso, definitivamente, não funciona também.
03 – Diazepan e Nicotina não são coisas para crianças.
Snake é um soldado perfeito, mas na hora de testar suas habilidades como atirador de elite ainda treme um pouquinho. Para acabar com a tremedeira, usa de artifícios politicamente incorretos. Fuma um cigarrinho – alguém pensou no trocadilho “a cobra vai fumar”? – ou toma um calmante chamado Diazepan (com venda restrita no mercado mundial). Isso gerou muita polêmica em torno do game, que possui um grande público infantil, e é por isso que ressaltamos aqui: nenhum desses produtos é indicado para os pimpolhos... Mancada da Konami.
04 – Falar russo é difícil pra caramba.
Pode reparar. Em Metal Gear Solid 3 quase tudo está escrito em russo! Desde a localização dos pontos estratégicos (áreas), itens (não os que você usa), detalhes do cenário e até uma caixa de laranjas! O problema é que russo não se parece com nada, espanhol ou inglês até vai, todo mundo sabe o que é um “press start” ou um “nuevo juego”. Outra coisa que eu sempre quis saber: que som tem a letra “3”?
05 – Homens não rebolam
Em Metal Gear Solid, Snake conta para Otacon que Meryl roubou as roupas de um Genome Soldier e que agora é impossível reconhece-la. Otacon, que não é bobo nem nada diz: “Tente reparar na maneira de andar dos soldados”, nisso Snake se lembra dos inimigos correndo e lhe ocorre que um deles andava rebolando. Justo quando pensava que sua masculinidade estava em jogo ele para e pensa: “Opa, homem não rebola!” e é aí que ele consegue a dica para descobrir como identificar Meryl.
06 – Não é feitiçaria, é tecnologia
Metal Gear Solid revolucionou em diversos aspectos, mas existe um ponto específico onde a genialidade de Hideo Kojima quase “sai” da tela. Ao desafiar Psycho Mantis, um dos membros da Next Generation Fox Hound (liderados por Liquid Snake), Snake é surpreendido quando o vilão simplesmente “entra” em sua mente e fala coisas particulares sobre o jogador. Como assim José? Simples, neste momento, o jogo vasculha em seu Memory Card e informa ao vilão os últimos jogos que você jogou no seu PS2. “Você gosta muito de Castlevania não é?”, diz Mantis para um Snake boquiaberto, ou no GameCube: “Anda jogando muito Legend of Zelda, não? Você é do tipo que gosta de RPGs”. E não para por aí, o psiônico ainda diz que vai movimentar seu controle apenas com a força do pensamento e faz isso usando a vibração do aparelho. Tudo explicado cientificamente, é claro.
07 – Disfunção intestinal é um problema hereditário
Johnny Sasaki já é figura conhecida na série Metal Gear. Ele é o Genome Soldier que passa maus bocados em todos os jogos da franquia. O mais surpreendente é que existe uma saga de “dor de barriga” na família Sasaki. Em Metal Gear Solid 3: Snake Eater, é o pai de Johnny que tem problemas intestinais, e no mais recente Metal Gear Solid 4: guns of the Patriots, é o filho de Sasaki que tem que correr para o banheiro em um momento nada propício. Conclusão: disfunção intestinal é um problema hereditário.
08 – Nerd também é gente
Em muitos filmes de ação os sidekicks (ajudantes do herói principal) sempre são fortões, ágeis e coisas do gênero. Metal Gear foge da regra. O principal ajudante de Solid Snake é um nerd de primeira. Usando óculos e dono de um físico de lagartixa, Otacon surpreende no quesito inteligência e dá um banho em muito Robin (Batman) e Diddy Kong (Donkey Kong Country) por aí. Uma curiosidade: o nome real de Otacon é Dr. Hal Emmerich, Otacon é um codinome adotado por ele devido ao seu gosto por Action Figures (miniaturas de heróis) e cultura japonesa em geral. O “Ota” vem de Otaku (pessoas com o mesmo gosto de Otacon), e o “con” vem de Convention (convenções onde se reúnem Otakus).
09 – Se vampiros existissem, estaríamos em grande apuro
Mais assustador que um vampiro que anda sob a luz do dia (e não estamos falando de Blade), é um vampiro corre sobre a água e que usa a dança Flamenco – seria essa a dança do vampiro? – para desviar de balas e alcançar as vítimas para sugar seu sangue. Sim, estamos falando de Vamp, uma das figuras mais “enigmáticas” que já surgiu na série Metal Gear Solid. Certamente não tem coisa pior do que ter um imortal vindo para cima de você, desviando de balas dançando e dando uma baforada no seu cangote antes da dentada derradeira, isso sem contar o jeito “alegre” de ser do vampirão.
10 - Nem só de ovelhas se faz um clone
Apesar de a questão da clonagem ficar em evidência com a ovelha Dolly em 1996, Kojima fez uma abordagem interessante e detalhada em Metal Gear Solid (PSone), relacionando a Guerra do Golfo (agosto de 1990 a fevereiro de 1991), mapeamento do Genoma Humano e a clonagem humana. Os resultados da experiência são os Genome Soldiers, clones imperfeitos criados a partir das células de Big Boss, que teve a Guerra do Golfo como “campo de experiência” e dos três principais personagens da saga: Solid Snake, Liquid Snake e Solidus Snake, sendo que este foi o primeiro a sofrer com a "falha genética" que o fez envelhecer precocemente. A falha que Liquid tentou corrigir quando liderou a Fox Hound e tomou a ilha Shadow Moses, exigindo do governo americano o corpo de Big Boss. E é aí que está todo o tempero da trama.
Jesuscast 001
domingo, 18 de julho de 2010

Quebrando Tudo
Enquanto escrevo essas mal traçadas linhas os créditos do melhor filme de super heróis que já vi na vida estão subindo no televisor do meu humilde aposento.
Você já quis ser um Super Herói?
Não sei você, mas eu sim. Assim como o jovem Dave Lizewski, também me senti muitas vezes indignado com algumas situações onde quis poder ajudar alguém, mas a covardia (ou prudência, pensem como quiser) me brecou. Assim como Lizewski eu também passei muito tempo da minha vida lendo gibis (podem reclamar os que preferem usar a palavra “quadrinhos”, eu prefiro gibi mesmo) de heróis e imaginando o porquê ninguém nunca tinha pensado em se tornar um, em um mundo onde temos tantos vilões (Planalto Central? Congresso? Cristianismo?).
Kick-Ass é uma adaptação (e hoje em dia o que não é?) de uma graphic novel lançada em 2008 pelo selo Icon da Marvel Comics, e infelizmente inédita no Brasil. Os responsáveis pela façanha são ninguém menos que Mark Millar e John Romita Jr., estrelas consagradas e aclamadas no mundo nerd por terem feito obras como Guerra Civil (Miller) e a melhor fase visual do Homem-Aranha (Romita Jr.). A criatividade da dupla Millar-Romita Jr. deu origem ao gibi mais violento, a-lá Tarantino, Pulp e sarcástico dos últimos anos.

O Filme
Sem dar muito spoiler, eu recomendo a película por alguns motivos: A primorosa adaptação, a heroína mais foda dos quadrinhos desde a noiva (lembram de Kill Bil?), as citações nerds ao longo da fita (Scarface, Spider-Man etc. etc.), a trilha sonora que me fez rolar de rir em alguns momentos e a MELHOR CENA DE RELOADED-GUN que eu já vi na vida (obrigado Hit Girl), melhor até do que a abertura de Resident Evil: Code Veronica quando a Claire deixa o revolver cair e recupera a arma antes que ela... bem, enfim, vocês se lembram.
Nicolas Cage ficou perfeito no papel do Big Daddy. Sim, ele finalmente acertou em um filme adaptado de quadrinhos, e merece todos os créditos, afinal o ator ama esse universo (basta ver o nome que deu pro seu rebento). Mr. Cage encarna com maestria a personagem, bebendo na fonte de uma mistura de canastrice de Adam West e Elvis Presley. O uniforme de Kick-Ass (ah, sim, o filme tem esse nome porque o herói se autoproclama Kick-Ass) é IDENTICO ao desenhado por Romita Jr. no quadrinho da Icon e a Hit Girl, ah a Hit Girl, é a filhinha que todo fã de revistas em quadrinhos queria ter um dia.
De fato, o relacionamento dela com Big Daddy ficou melhor no filme do que na revista, graças ao toque especial que o diretor e os produtores (entre eles, pasme, Brad Pitt) deram à adaptação. A fidelidade aos cenários (quarto de Dave, Comic Shop, Escola) é um trabalho de se admirar.
É duro falar de algo que eu gostei tanto sem revelar alguma coisa importante, mas eu me esforcei, e garanto que nada que escrevi aqui vai atrapalhar na diversão que você terá ao assistir (e ler) Kick-Ass. Recomendadíssimo!
Ficha Técnica
Título: Kick-Ass – Quebrando Tudo
Original: Kick-Ass
Ano de Lançamento: 2010
Direção: Mathew Vaughn
Elenco: Aaron Johnson, Christopher Mintz-Plasse, Chlöe Grace Moretz, Nicolas Cage, Mark Strong

